Pobreza extrema pode ser superada
Com o lançamento do Plano de Superação da Extrema Pobreza - Brasil sem Miséria, a presidenta Dilma Rousseff renova a esperança de milhões de brasileiros que ainda vivem em situação de exclusão. O compromisso de erradicar a miséria, assumido durante a campanha eleitoral, começa a ser cumprido.
A exemplo do Bolsa Família, reconhecido mundialmente como eficaz programa de distribuição de renda, a superação da pobreza envolve um conjunto de ações a serem desenvolvidas em parceria com estados e municípios. Segundo o último Censo (IBGE), a pobreza extrema abrange 16,2 milhões de pessoas, cerca de 8,5% da população brasileira. Deste total, 59% encontram-se no Nordeste e mais de 1,5 milhão no nosso Ceará.
O programa visa incluir esta camada mais pobre da população que vive com renda familiar de até R$ 70,00, por pessoa, promovendo a expansão e a qualificação dos serviços públicos em diversas áreas. Um exemplo é a qualificação profissional de 1,7 milhão de pessoas nas cidades, por meio de programas como o Pronatec (Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica) e o Projovem (Programa Nacional de Inclusão de Jovens).
No campo, a meta é aumentar em quatro vezes o número de agricultores familiares atendidos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), chegando a 445 mil até 2014; permitir o acesso a água para 750 mil famílias nos próximos 30 meses (Água para Todos), com a construção de cisternas para atender o consumo de água principalmente no semi-árido nordestino; e garantir energia elétrica para mais 257 mil famílias (Luz Para Todos).
O plano de Superação da Extrema Pobreza representa a continuidade da Política de Desenvolvimento com Inclusão Social, iniciada no governo do ex-presidente Lula. Graças a decisões como a criação do Bolsa Família e a instituição da política de ganho real do salário mínimo e dos benefícios previdenciários, dentre outras, 28 milhões de pessoas saíram da pobreza. Um dado relevante é que, em 2008, o Brasil superou a meta de reduzir a pobreza extrema à metade - o acordo firmado na Cúpula do Milênio previa esse resultado para 2015.
Agora, é preciso dar continuidade a esse trabalho, fortalecendo cada vez mais as políticas que promovam o desenvolvimento sustentável e a inclusão social para avançarmos rumo à completa erradicação da miséria no Brasil.