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PT participa da Assembleia Nacional da Consulta Popular

PT participa da Assembleia Nacional da Consulta Popular

Publicado no dia 14 de Novembro de 2017
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Foto: 
Lorena Carneiro

Representantes do Partido dos Trabalhadores participaram, na noite desta segunda-feira (13), de um ato político com cerca de 800 militantes da Consulta Popular vindos de todo o país, como parte da 5a Assembleia Nacional Zilda Xavier, realizada pela organização até o dia 17 de novembro.

Realizado em Fortaleza, capital do Ceará, o ato teve como tema o “Momento atual da política brasileira: a defesa da soberania nacional e da democracia”.

A presidenta do PT, senadora  Gleisi Hoffmann,esteve presente e parabenizou os militantes da Consulta Popular pela participação na articulação contra o golpeque destituiu a presidenta eleita Dilma Rousseff. O líder do PT no SenadoLindbergh Farias, também marcou presença, além do governador do Ceará, Camilo Santana, e do presidente do diretório estadual do PT, Francisco Assis Diniz.

Gleisi Hoffmann lembrou da reunião que teve pela manhã no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde discutiu a reforma trabalhista. “Hoje não é dia feliz para nós, é o primeiro dia efetivo da reforma trabalhista, do desmonte dos direitos e das conquistas dos trabalhadores”

“O Tribunal do Trabalho é a única justiça que protege o trabalhador, e ouvimos do presidente do PSDB, que temos que flexibilizar os direitos, mas não os privilégios deles. Isso mostra a cabeça da classe dominante brasileira, é a cabeça escravocrata, de que o outro tem que servir a quem tem dinheiro e recurso”.

“O Brasil foi o último a sair da escravidão, de 300 anos de escravidão, onde o estado sempre foi refém de uma aristocracia do serviço público”, relembrou Gleisi. “Em 500 anos de Brasil, tivemos mais períodos de ausência de democracia do que períodos democráticos. Os direitos são recentes no Brasil. Também fazemos esse ano 100 anos da primeira greve”.

Segundo Hoffmann, lembrou que, durante os governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta Dilma, foram gerados mais de 20 milhões de empregos formais, sem se retirar nenhum direito do trabalhador brasileiro. “Ter um governo democrático e popular, com todos os problemas e dificuldades, foi uma conquista muito importante para o povo brasileiro”.

“Não podemos abrir mão de disputar e ganhar o governo do Brasil”, defendeu a presidenta do PT. “Não é porque o PT tem que governar, mas porque temos a responsabilidade de impedir que o Brasil caia no abismo. Precisamos estar firmes em uma frente unida com as forças de esquerda, saber o que nos espera”.

Ela ainda defendeu a tributação de grandes fortunas, de lucros e de dividendos, além da ampliação de direitos. “Não é possível que seis homens brancos detenham a riqueza de 100 milhões de brasileiros. Temos que tributar grandes fortunas, lucros e dividendos, isso vai exigir resistência na rua, pressão, e talvez só através de constituinte a gente consiga se contrapor a esse Congresso conservador”.

“O povo tem que governar junto e ter a mesma a importância que o parlamento nas pautas do país. Temos que radicalizar nas liberdades: sem liberdade e sem respeito ao outro não se constrói como nação. É impossível o que vivemos hoje no Brasil: assassinato da juventude negra, de quilombolas, de indígenas. Isso vai exigir de nós muita persistência e luta, mas sei que persistência e luta fazem parte da vida de vocês. A energia de vocês, essa vontade de avançar e lutar q vai nos colocar para a frente”, completou a senadora.

O senador Lindbergh Farias afirmou que fez questão de estar presente no evento, tanto pela capacidade de formulação da Consulta Popular, quanto pela força do Levante Popular da Juventude.

“Estamos vivendo um momento completamente diferente de 2013, não há espaço para política de conciliação, há uma hegemonia muito grande do capital financeiro”, disse o senador.

“Estamos vendo uma apropriação cada vez maior da mais valia global e parte dessas corporações, ligadas à produção perdem produtividade em todo o canto. Por isso vemos reformas trabalhista em vários países. Por isso precisamos de um novo projeto de país. Precisamos taxar lucros e dividendos”.

“É um momento perigoso, como vários momentos em que houve ascensão do fascismo. Dificilmente ele vai ser vitorioso no país, até porquê temos uma figura forte do povo, que é o presidente Lula. Temos que fazer campanha forte pelo Lula, mas não podemos subestimar a ascensão dessas forças do fascismo”, destacou Lindbergh.

Para o governador Camilo Santana, este é o momento de construir, ainda mais, um governo com participação e diálogo. “Aqui no Ceará temos procurado, mesmo em um momento tão conturbado, um momento difícil naeconomia e na política, mesmo no Ceará, com seis anos de crise hídrica, acima de tudo é preciso construir governo com participação e diálogo”.

“Buscamos conversar e dialogar com MST, com o MAB, com a Via Campesina, com o Levante Popular, no sentido de garantir políticas que possam garantir direitos para a classe trabalhadora no estado do Ceará. Digo que enquanto o presidente lá tenta tirar os direitos do brasileiro, nos tentamos garantir o direito do cidadão cearense”.

“Para mim a questão da educação é imprescindível. Não existe outro caminho para um mundo mais igualitário se não investirmos na educação do povo brasileiro e do Ceará. Esse é o caminho se queremos pensar em um país soberano”, destacou Santana, acrescentando que “é momento de resistir e lutar, mas acima de tudo garantindo a soberania nacional”.

Confira como foi o ato político na íntegra aqui.

Fonte:
Site do PT

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