Cooperativismo

11/09/2011

O cooperativismo brasileiro é sinônimo de desenvolvimento econômico e bem estar social. Nos últimos anos, vem se beneficiando de medidas de fortalecimento, como a inclusão no Simples Nacional, com todos os seus efeitos, especialmente nas compras governamentais. Agora temos um caminho importante a percorrer para aprovar a Lei Geral do Cooperativismo. No Brasil, a cultura do cooperativismo vem desde a época da colonização portuguesa, por meio do Movimento Cooperativista, estimulado pelos trabalhadores. Organizados e amparados pela lei, as cooperativas têm como diferencial a valorização do trabalho dos associados e o equilíbrio entre as necessidades do grupo. A partir da Constituição de 1988, que restringiu a interferência do Estado e promoveu a autogestão nas cooperativas, o cooperativismo iniciou uma grande caminhada em direção ao desenvolvimento do nosso País. O movimento, atualmente, opera em 13 ramos de atividades econômicas, que atuam desde o setor agropecuário a área da saúde. Ao longo desses anos, tem firmado sua posição de destaque na economia brasileira e na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Os números são indicadores desse processo. São 6.652 cooperativas, nove milhões de associados e quase 300 mil empregados. Corresponde a cerca de 5,4% do Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB). Isso não é pouco! Em 2010, o Sistema Cooperativista Brasileiro registrou um crescimento recorde nas exportações, fechando o ano com US$ 4,4 bilhões. Este resultado mostra um aumento de 22% em relação a 2009. No primeiro semestre de 2011, as cooperativas já registram um crescimento de 37,7% nas exportações em comparação com o mesmo período do ano passado. O semestre fechou com US$ 2,7 bilhões em exportação, especialmente de café, açúcar, soja, frango, trigo, etanol e carne suína. Agora a presidenta Dilma Rousseff lançou a nova política industrial. O Plano Brasil Maior tem como objetivo preservar a indústria brasileira, por meio de um conjunto de medidas para habilitar nossa indústria a concorrer em pé de igualdade no cenário internacional. Uma das ações diz respeito à defesa do mercado interno, pois o Plano estabelece a preferência de que as compras governamentais sejam realizadas no mercado nacional, mesmo que o preço esteja um pouco acima do mercado externo. Isso favorece as cooperativas que atuam nos setores da saúde, confecções, calçados e tecnologia da informação.

Aumenta a competitividade dessas organizações, sem falar no impacto positivo na geração de emprego e renda para os próprios brasileiros. Portanto, o cooperativismo está crescendo e cada vez mais contribui para o desenvolvimento da nossa economia. Mas é preciso construir um movimento nacional para aprovar as modificações necessárias na legislação, criando a Lei Geral do Cooperativismo. Como coordenador político da Frente Parlamentar do Cooperativismo para a Região Nordeste, estou nessa luta, com a experiência de quem liderou a aprovação de outra grande conquista do povo brasileiro, a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas.

*Artigo publicado no jornal Diário do Nordeste